Conheça as principais dificuldades em integrar um sistema legado

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Com raríssimas exceções, a infraestrutura digital e tecnológica de uma empresa exige aprimoramentos e atualização à medida que ela se desenvolve. Entretanto, em virtude de uma série de diferentes razões, é comum haver situações em que o negócio opte pela não alteração de uma determinada solução: e é a partir de então que as dificuldades em integrar um sistema legado começam a surgir.

Aliás, foi pensando nisso que preparamos este conteúdo, para apresentar quais são essas complicações. Conhecê-las de antemão é essencial, até porque, ter essa compreensão é algo que certamente ajudará em diversos momentos.

Dito isso, mostraremos a seguir tudo o que você precisa saber sobre o assunto. Vamos abordar o que é um sistema legado, as dificuldades e vantagens de integrá-lo. Confira!

O que é um sistema legado?

Sob uma visão geral, são chamados de sistemas legados todos aqueles softwares que ainda são baseados em tecnologias antigas e que já foram deixados de lado pelo mercado.

No entanto, é interessante salientar que enquanto alguns dizem que um sistema legado é um software antigo, outros alegam que é uma solução tecnológica recebida de terceiros; há quem diga, ainda, que trata-se de um programa computacional que não pode ser alterado.

A questão a destacar, diante disso, é que não existe uma definição exata para o termo “sistema legado”, mas sim um conjunto de indicadores a analisar. Os mais relevantes são:

Tempo de vida

Um software que foi desenvolvido há um tempo relativamente grande (“velho”) não é necessariamente um sistema legado. Esse fato é, na verdade, um indicador de alerta. Porém, sozinho não é o suficiente para defini-lo como tal.

Utilidade

Uma solução velha que não é mais utilizada também não pode ser considerada legada. Isso por que para ser classificado como legado, o sistema precisa estar não apenas em uso, mas também ser julgado como fundamental para o negócio, isto é, de difícil abandono.

Tecnologias e hardware obsoletos

Outro indicativo de um sistema legado é a obsolescência de suas tecnologias. Determinados softwares operam em hardwares antigos, principalmente os mainframes, cujas peças de composição são extremamente caras.

Protocolos, ferramentas de desenvolvimento, bancos de dados, formatos de arquivos depreciados e linguagens de programação também estão inclusos nesse contexto: é preciso levar em consideração todos esses aspectos, pois são eles que mais influenciarão nas dificuldades em integrar um sistema legado.

Baixa possibilidade de manutenção

A baixa possibilidade de manutenção é mais um indício a considerar. Dependendo do caso, os desenvolvedores originais do programa nem existem mais, motivo pelo qual torna-se difícil encontrar mão de obra para mantê-lo em pleno funcionamento.

No mundo das tecnologias, há uma metáfora que diz: “se você colocar as mãos em um vespeiro, está lidando com um sistema legado.”

Falta de documentação

Muitos dizem que a falta de documentação é uma característica-chave do sistemas legados. Contudo, outros discordam completamente, pois afirmam que, se assim fosse, boa parte dos softwares modernos também seriam legados.

Por essa razão, a maioria preferiu adotar o “meio-termo” que, nesse sentido, diz que se não for possível encontrar informações consistentes e que possibilitem extrair as regras de implementação, boas são as chances de você estar diante de uma solução legada.

Quais são as dificuldades de integrar um sistema legado?

Muitas podem ser as dificuldades de integrar um sistema legado às outras e novas aplicações da empresa. Entre elas, está o fato de que em casos de erros, corrigi-los será um trabalho um tanto quanto árduo.

Atualizações e manutenções também costumam ser bastante complicadas, dificultando as integrações ainda mais. É por isso que é comum ver organizações que demoram para responder de modo satisfatório às novas demandas.

Isso acontece porque o tempo de entrega para as correções é muito lento. Uma vez entregues, outra ocorrência problemática são as complicações colaterais que essa demora pode causar.

Um dos piores cenários é quando os clientes começam a ser afetados, por exemplo, pela perda de qualidade dos produtos e/ou serviços que o negócio oferece. Para superar esses desafios, existem algumas práticas e condições que aumentam as chances de sucesso dessa integração.

Quais? A resposta: ter muito conhecimento em integrações e no sistema legado em si, criando documentações que espalhem as informações associadas e tidas como essenciais. Em outras palavras, não permita que elas se mantenham apenas com um funcionário.

Quais são as vantagens de integrar um sistema legado negócio?

Então, por que não se livrar de um sistema legado e buscar por novas soluções? Embora o caminho ideal para a maioria das empresas seja esse, o que ocorre é que para uma pequena parcela, o software atual (mesmo que antigo e de difícil manutenção) é tido como crítico para o funcionamento do negócio. Isso quer dizer que interrompê-lo e substitui-lo por outro está fora de cogitação.

Nessa conjuntura, só há uma alternativa, a de integrá-lo aos novos sistemas. Os benefícios de optar por essa integração são poucos, mas existem, como o baixo custo e a não necessidade de migração da base de dados (todos os dados antigos se mantêm registrados).

Por fim, é importante compreender que, nas companhias que dependem constantemente da tecnologia — a exemplo dos comércios eletrônicos (e-commerces) — a utilização de sistemas legados não é indicada.

A recomendação, nesse caso, é alinhar a atualização estratégica e operacional do setor às tecnologias necessárias para que esse “movimento” possa ser realmente feito. Sem isso, crescer e se destacar nesse mercado não será nada fácil.

Com colaboradores focados em modernizar os programas, as organizações vão conseguir atender às suas demandas mais atuais reduzindo os gastos com manutenções e aumentando a produtividade das equipes, além do aperfeiçoamento dos processos.

E por último, fique sabendo que, entre os usuários mais acostumados aos sistemas legados, há uma frase muito citada, que é: “para cada bug corrigido, dois novos problemas são criados”.

O que achou deste artigo sobre as dificuldades de integrar um sistema legado? Gostou? Se quiser saber mais e ter maiores informações quanto aos processos de integração, entre em contato conosco . A equipe Wevo está pronta para atendê-lo e tirar todas as suas dúvidas!