O que é on premise e como funciona sua integração com on cloud?

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Apesar da evolução nos sistemas de nuvem, muitas organizações mantém soluções on premise para diferentes situações, principalmente pela ideia de tornar o ambiente interno mais seguro.

Esse termo parece algo novo? Você pode não associar, mas assim que começar a ler o post, terá uma ideia do que é on premise e sua importância para as organizações.

Neste artigo, vamos apresentar o tema e explicar como funciona a integração desse sistema, a diferença para o on cloud e os principais desafios. Boa leitura!

Afinal, o que é on premise?

O arquiteto de integração Alexandre Oliveira explica que o on premise significa ter uma infraestrutura necessária para rodar os sistemas e manter os dados próprios. Os recursos de sistemas e redes são conduzidos internamente por profissionais da empresa ou terceirizados para esses fins. Eles são responsáveis por manter toda a estrutura, customização, configuração e atualização.

A ideia desse tipo de metodologia é que os desenvolvedores tenham acesso a tudo que precisam para realizar suas atividades, do planejamento à validação, sem necessidade de se conectar à redes terceirizadas ou internet.

“A empresa é a responsável por manter os servidores ligados, o funcionamento 24/7, o upgrade de hardware e a troca caso algum equipamento quebre. Há um investimento maior no on premise porque existe a necessidade de comprar mais equipamentos”, ressalta o arquiteto.

Em outras palavras, no desenvolvimento on premise, o custo da infraestrutura é realizado de uma vez, com atualizações periódicas. O ambiente se torna exclusivo, e a cadeia produtiva simples e direta. Nesse sentido, quanto mais robusta e adequada às necessidades da empresa, mais rápidas tendem a ser as interações.

Por exemplo, uma determinada companhia conta com um servidor para compartilhamento de arquivos internos. Além do servidor, será necessário se preocupar com RAID para replicar e evitar perda de dados, placas de rede, entre outros componentes para que a operação seja completa e segura.

Nota-se que servidores on premises, nesta situação, são hardwares dispostos em uma sala específica, com sistema de resfriamento para impedir o superaquecimento. Eles exigem um nobreak para evitar quedas e procedimentos de backup para resguardar dados em caso de possíveis falhas e avarias.

Diante disso, esse tipo de tecnologia requer uma avaliação criteriosa a respeito dos servidores e outros equipamentos para executar e manter as aplicações. Todos esses itens devem ser adquiridos, mantidos e atualizados pela organização.

Por que as empresas ainda mantém sistemas on premise?

Para Alexandre, a vantagem no on premise consiste em ter tudo dentro da própria empresa. Ele é indicado para organizações que queiram o servidor para informações confidenciais.

Nesse caso, atende a promessa, pois há um lugar dentro da empresa onde o sistema roda e pode até colocar um segurança na porta. O on cloud também oferece segurança, mas o fato é que, a grosso modo, você não sabe onde está rodando a aplicação especificamente.

Podemos destacar os seguintes benefícios:

  • ambiente menos complexo, mais familiar para os profissionais atuantes e com menores chances de surgirem SPoF (Single Point of Failure – pontos de falhas);
  • controle direto das demandas de armazenamento, o que facilita integrações e o desempenho de armazenamento;
  • não compartilhamento de recursos com outras empresas, elevando a velocidade das interações;
  • maior flexibilidade quanto à configuração do ambiente para atender as necessidades corporativas, uma vez que as soluções em nuvem tendem a ser mais padronizadas.

Além disso, as empresas são capazes de deter ativos tecnológicos, o que não é possível com o cloud.

Qual a diferença entre on premise e on cloud?

Alexandre explica que as soluções on cloud não demandam uma grande infraestrutura, pois todos os sistemas são acessados pela internet de um servidor externo. Ele ressalta que, ao invés de adquirir todo o equipamento de rede, como no exemplo anterior, só é necessário contratar uma empresa especializada em fornecer essa infraestrutura de forma transparente.

”É diferente do on premise, porque não há profissionais dentro da companhia verificando se o servidor está ligado, se queimou e se estará funcionando em sábados, domingos e feriados. Quando você contrata uma solução cloud ou um sistema que roda em cloud, não precisa se preocupar com isso”, ressalta Alexandre.

Segundo ele, o on cloud também conta com servidores para fornecer as aplicações na nuvem. As corporações que disponibilizam esse serviço atualizam o hardware quando se nota defasagem e fazem reposições caso algum equipamento evidencie defeito. Além disso, apresentam data centers gigantescos e parques de infraestrutura, baixando o custo e atendendo mais clientes.

Diferente do on premise, os recursos oferecidos pelo desenvolvimento on cloud são variáveis conforme demandas, operações e investimentos. A organização troca grandes montantes pontuais por custos mensais, pagos geralmente em forma de assinatura.

“Tudo o que acontece com o on cloud pode ser operado dentro de on premise, mas as principais diferenças são o custo de investimento e o valor do time alocado para cuidar da infraestrutura”, ressalta o arquiteto de integração.

Como funciona a integração on premise e on cloud?

Pesquisa conduzida pela RightScale mostrou que 88% das empresas estão usando a tecnologia de nuvem pública, enquanto 63% utilizam rede privada e 82% desenvolveram uma estratégia híbrida. Soluções multiplataformas tendem a ser mais seguras, tendo em vista que dados e processos são armazenados em mais de uma estrutura.

A integração, nesses casos, tem vários objetivos, sendo os mais comuns cobrir falhas dos sítios remotos e promover a recuperação de dados em caso de desastres. A integração on premise e on cloud cria mecanismos de construção completos, com linhas de produção que podem ser independentes ou complementares de acordo com os processos desenvolvidos.

Para Alexandre, não há nenhum problema em fazer a integração. Mesmo tendo a estrutura interna, ao permitir um acesso seguro pela internet, o sistema da nuvem consegue se conectar no on premise (e vice-versa) para integrar os dados.

Quais os desafios dessa integração?

O grande desafio da integração diz respeito a custos e esforços. Muitas vezes os fornecedores de soluções em nuvem não conhecem os sistemas das empresas, dificultando o trabalho de integração.

Alexandre enfatiza que o sistema da companhia precisa ter uma tecnologia adaptável para permitir que um sistema via internet se conecte passando por todo tipo de segurança e infraestrutura. Podem existir firewalls e VPN’s — túnel seguro de comunicação entre dois ambientes, seja on cloud, on premise ou um mix entre os dois.

As corporações adotam práticas com cargas de trabalho na nuvem, proporcionando recursos para a rede on premise suportar os processos internos. Com esse “espaço de manobra”, elas são capazes de conduzir suas atividades e preparar mais dados a serem movidos para a nuvem.

Para a integração, é importante observar as necessidades da empresa, seu planejamento para o futuro e o público atendido. Saber o que é on premise e on cloud é apenas o primeiro passo para desenhar a integração e obter o que há de melhor de cada campo.E aí, gostou do que leu? Então aproveite e entre em contato conosco: temos diferentes soluções de integração personalizáveis de acordo com suas necessidades!